Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Guerra Política acirra disputa entre Brasil e Argentina

É evidente que Brasil e Argentina sempre tiveram richas quentes entre si nos esportes e um desejo de superação sobre o outro. No entanto, os dois países sempre foram bons parceiros de negociação quer seja em razão do Mercosul, quer seja pela viabilidade da negociação.
Tudo vinha as mil maravilhas até a atual Presidente da República da Argentina, Cristina Kirchner, resolver criar barreiras comerciais que impedem e dificultam a importação de produtos brasileiros. Não bastasse tal barreira a presidente decidiu que caso conseguisse eleger maioria no congresso na última eleição (28/06/2009) adotaria novas medidas de negociação com o Brasil.
A nova medida exigiria que a cada quantidade de produtos comprados pela Argentina o Brasil deveria comprar mesmo valor do país, o que seria uma suposta forma de barrar o expansionismo brasileiro no país que vem crescendo cada vez mais. Felizmente Kirchner e seus aliados sofreram grande derrota nas eleições tornando-se minoria no congresso diminuindo consideravelmente o poder da presidente.
Logo após as barreiras criadas pela nação argentina o Brasil impôs parreiras à entrada de produtos argentinos no país como forma de retaliação as atitudes dos vizinhos, ação essa que pode debilitar muito a já enfraquecida Argentina em razão de ser uma das mais atingidas com a Crise Econômica Mundial.
Com a tomada de poder dos oposicionistas de Kirchner no congresso é esperado que todo esse mal entendido se desfaça rapidamente afinal a cadeia produtiva dos dois países se fortalecem muito desde que haja integração com parcerias bilaterais.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Plano Real: 15 anos

Dia 27 de fevereiro de 1994 o então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso lançava o Plano Real, mais uma das tantas tentativas eloqüentes de controlar a desenfreada crise que assolava o país.
Era um Brasil que sofria na calada da noite, da noite para o dia as despesas triplicavam, nada tinha valor exato. Era da noite para o dia, também, que pacotes econômicos eram lançados, mas sem nenhum resultado promissor.
Todos torciam para que o país conseguisse emplacar uma moeda que desse certo, porém, até então foram apenas tentativas sem nenhum sucesso. Fernando Henrique Cardoso juntamente com o Presidente da República, Itamar Franco, após horas, dias, semanas de estudo lançavam o Plano Real um tiro no escuro que acabaria acertando o seu alvo, a estabilidade econômica.
Este ano o Plano Real completou 15 anos e jamais poderia ser esquecido como o grande marco que deu início a uma era bem-sucedida no Brasil.
O Plano Real não foi apenas a troca de moeda, mas também, o início de um processo que levou o Brasil a ser referência de valor estando hoje entre as grandes economias mundiais.
Se hoje pacotes econômicos e outros projetos dão certo e se a crise para nós chega como muitos dizem “uma marolinha” é graças ao Real.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Futebol: Entre tapas e beijos

A vida de um treinador não é mole não! Um dia ganham troféus e no outro um bom pontapé no traseiro. No Brasil, o país do futebol, a exigência e carga sobre os treinadores é mais pesada do que em qualquer lugar.
Um bom exemplo é a campanha do time inglês Arsenal do Treinador francês Arsene Wenger que está desde 1996 no cargo e a três anos sem ganhar nenhum título. Já por aqui treinadores com campanhas gloriosas no primeiro deslize ganham como reconhecimento a demissão. Ninguem melhor para exemplificar esse fato do que Muricy Ramalho que após três títulos brasileiros consecutivos é demitido por começar o ano de pé esquerdo; outro exemplo é o experiente Vanderlei Luxemburgo.
Do outro lado estão os que vivem, no atual momento, em plena felicidade e comemoração, que o diga Mano Menezes e Dunga.
Dunga que estreou como treinador direto na seleção, e que vinha sendo muito criticado por isso, aprendeu muito com toda sua comissão técnica e desfruta de uma tranquilidade jamais vista. Das três últimas competições (Copa América, Jogos Olímpicos e Copa das confederações) perdeu apenas os Jogos Olímpicos de Pequim.
O treinador conseguiu mudar a cara da seleção criando um conjunto unido, diferente de 2006, com caras novas e comprometidas (dos que permanecem na seleção da era Parreira apenas Robinho vem abaixo do esperado) e provavelmente deve continuar no cargo em 2010, afinal Dunga conseguiu trazer de volta o prazer do brasileiro de assistir aos jogos de sua seleção.
E Mano Menezes que chegou de mansinho para apenas retirar o Corinthians da segundona em 2008 e mostra que está bem acima das expectativas da diretoria. Trouxe o time à elite do futebol e neste 2009 vem arrasando meio mundo com seu grupo de jogadores.
O gaucho que foi eleito o 4o. Melhor do mundo recentemente venceu o campeonato Paulista e acaba de sagrar-se campeão da Copa do Brasil e o time já tem vaga garantida na Libertadores 2010. O treinador, se conseguir manter o bom desempenho, deverá ter um time “Galáctico Brasileiro” para 2010, ano do centenário, com jogadores como: Zé Roberto (em negociação), Edu (em negociação), Deco (apesar de a negociação ser bem complicada o portugues que joga no Chelsea afirmou no programa altas horas que tem interessse em voltar para o time que o formou, Corinthians); os grandes que já estão no time: Ronaldo (está prorrogando seu contrato até junho de 2010), Chicão (um dos melhores zagueiros e batedores de falta do país), Felipe (o goleiro salvador do timão) entre outros; e outras novidades que possivelmente poderão chegar ao time.
Realmente o futebol brasileiro é uma caixinha de surpresas bem mais emocionante do que em outros lugares e os treinadores que se preparem para sobreviver, pois aqui tem de molhar a camisa.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Michael Jackson faleceu dia 25 de junho (quinta-feira), aos 50 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos de parada cardíaca. Familiares de Jackson e muitos fãs foram até o hospital prestar homenagens ao cantor.
O cantor estava se preparando fisicamente para a turnê “This Is It”. O excesso de treinos já é apontado, pela mídia americana, como um dos prováveis motivos para o infarto.
Nascido em 29 de agosto de 1958, Jackson começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade. Tornou-se um fenômeno aos 11, à frente do Jackson 5, onde cantava com seus irmãos. Mas a consagração veio com a carreira solo.
Michael foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança conhecidas como Moonwalker.
Jackson foi um dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness(livro dos recordes) - um deles para o álbum Thriller, mais vendido no mundo em todos os tempos; doou milhões de dólares durante toda sua carreira à causas beneficentes através da Dangerous World Tour, entrando no Guinness, como o artista que mais ajudou pessoas no mundo, ajudando mais de 39 organizações.
Faturou 19 Grammys em carreira solo e 6 com The Jacksons e 41 canções chegaram ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente. Empresas como Sony registraram marcas de mais de 1 bilhão. Nos últimos anos, foi citado como o homem mais conhecido mundialmente.
Michael Jackson esteve três vezes no Brasil. Em Setembro de 1974, com apenas 16 anos, com os Jackson 5; em Outubro de 1993 fez dois shows no Morumbi, em São Paulo; em 1996 esteve novamente no Brasil para gravar um clipe da música They Don't Care About Us, na Favela Santa Marta do Rio de Janeiro e no Pelourinho, em Salvador gravando com o Olodum.
No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido a um suposto vitiligo, geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública.
Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se três vezes e foi pai de três filhos, Todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também comentários sobre sua situação financeira. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil.
Michael preparava “This Is It” uma série de 50 concertos que teria início em 13 de Julho de 2009, na O2 Arena, em Londres, para a comemorar seus 50 anos de idade. Os ingressos deste concertos foram vendidos em poucos minutos quando anunciados. Os shows seriam suas primeiras aparições significantes desde 1997.
Michael Jackson partiu como de costume totalmente discreto, sem nenhuma fortuna, mas deixando para sempre uma legião de ídolos que almejavam ver um show do artista uma última vez. Mrs. Jackson sempre sentiremos falta de seus shows quer seja dentro ou fora de palco. Nossa humilde homenagem a você.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Os mais ricos do Brasil - Versão: Crise Econômica/09

Em tempos de crise até os mais ricos do mundo lutam para evitar grandes perdas, porém, uma crise não escolhe um ou outro e vem atacando em geral. Quem fica feliz com a crise são poucos, geralmente os com negócios sólidos, e provavelmente um destes é Bill Gates que recuperou o status de homem mais rico do mundo após anos vendo Carlos Slim e, depois, Warren Buffet ficarem com o posto.
E não foi apenas com os gigantes de bolso que a crise mexeu não. Dos doze brasileiros listados entre as 1200 pessoas mais ricas do mundo apenas quatro conseguiram aumentar seus ativos e todos os outros oito tiveram perdas imensas. Entre estes quatro estão Jorge Paulo Lemann, Marcel Herman Telles e Dorothéa Steinbruch.
O que mais chama a atenção é que os três primeiros são sócios da Ambev que lucraram imensamente com a compra da Interbrew formando a Inbev, uma das maiores empresas de cerveja do mundo. Já a única mulher da lista e quarta da lista a aumentar seus ativos é dona-sócia da maior empresa de aço do Brasil e a pouco a empresária se tornou sócia majoritária através de uma negociação com lucro de mais de 300 milhões.
Para fins de conhecimento pesquisamos a vida de cada um e de forma concisa apresentamos a forma como cada um conseguiu chegar ao topo do Brasil e marcar presença na lista dos mais ricos do mundo segundo a revista Forbes:
1. Eike Batista
Ranking Geral/Forbes: 61
Fortuna: US$ 7.5 Bilhões
Empresário que atua em várias áreas, com destaque para o setores de mineração e petróleo. É conhecido por sua ousadia nos negócios, a ponto de ser taxado às vezes de aventureiro. Tornou-se uma celebridade para o público em geral ao conquistar a maior fortuna do país.
Curiosidade: Tem sido alvo de investigação de uma operação da Polícia Federal, a qual recebeu ironicamente o nome "Toque de Midas", alusão ao Rei da Mitologia Grega que transformava em ouro tudo aquilo que tocava. Alguns especialistas dos setores petrolífero e minerador desconfiavam do rápido e vertiginoso enriquecimento de Eike, levando em conta o fácil êxito de seus negócios em setores demasiado competitivos.
2. Joseph Safra (foto: Joseph, à esq, e Moise Safra, à dir.)
Ranking Geral/Forbes: 62
Fortuna: US$ 7.0 Bilhões
Juntamente com seu irmão, Moise Safra, controlam o sexto maior banco privado do País, o Safra. Joseph vem acelerando os negócios internacionais da família, muito além das fronteiras americanas. Estão no ramo das telecomunicações. Em Israel apostaram com sucesso na empresa de telefonia celular Cellcom. Por meio da BellSouth, no Brasil investiram na BCP (que foi vendida para a Claro) e no México na America Movil. Eles ainda mantém a participação na empresa Aracruz Cellulose.
Curiosidade: Joseph Safra é Judeu devotado e faz doações regulares para diversas instituições, inclusive o Hospital Israelita Albert Einstein.
3. Jorge Paulo Lemann
Ranking Geral/Forbes: 92
Fortuna: US$ 5.3 Bilhões
Fundador do Banco Garantia e um dos donos da AmBev, Lemann está entre os banqueiros de investimentos mais badalados e imitados do País. Foi sua idéia a criação do GP Investimentos, o primeiro e o maior fundo de private equity do Brasil. Sua especialidade é comprar pedaços de empresas (como Telemar, Ferrovia Centro-Atlântica e Gafisa), dar um impulso na companhia e revender as ações com lucro.
Curiosidade: Filho de suíços, Lemann foi tenista na mocidade, tendo representado a Suíça na Copa Davis de 1962. Foi pentacampeão brasileiro de tênis.
4. Aloysio de Andrade Faria
Ranking Geral/Forbes: 196
Fortuna: US$ 3.1 Bilhões
O banqueiro exibe o vigor de um jovem. Em 1998, vendeu o Banco Real aos holandeses do ABN Amro por US$ 3 bilhões, para fundar um outro, o Alfa. Também é acionista majoritário de um grupo que inclui os hotéis e as rádios Transamérica, as lojas Casa & Construção, a rede de sorveteria La Basque e diversas fazendas.
Curiosidade: Formou-se em Medicina, mas pouco exerceu a profissão. Tornou-se banqueiro com a morte do pai e levou o antigo Banco da Lavoura, um banco de médio porte do estado de Minas Gerais, a tornar-se o Banco Real, um dos maiores bancos do Brasil.
5. Dorothéa Steinbruch (foto: filho de Dorothéa)
Ranking Geral/Forbes:205
Fortuna: US$ 3.0 Bilhões
Viúva, mãe de três filhos é dona da maior empresa de aço do Brasil, Companhia Siderurgica Nacional (CSN). As famílias Steinbruch e Rabonovitch, através da Vicunha Textile, pagaram 800 milhões em 1993 para controlar a CSN. Recentemente a família Steinbruch comprou a parte dos Rabinovitch, hoje avaliados em mais de 900 milhões por 588 milhões.
Curiosidade: Não trabalha na administração da empresa, deixando essa tarefa para seu filho Benjamin. Dorothéa é a única mulher do brasil que aparece entre os mais ricos no brasil.
6. Antonio Ermirio de Moraes
Ranking Geral/Forbes: 224
Fortuna: US$ 2.8 Bilhões
O empresário Antônio Ermírio de Moraes dispensa apresentações. Dono de um dos maiores grupos empresariais do País – o Grupo Votorantim. Formado em engenharia metalúrgica na Universidade do Colorado, nos EUA, em 1945. Na volta dos EUA, foi trabalhar na CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), em 1949. Hoje, preside a empresa, que é a segunda maior produtora de alumínio do País.
Curiosidade: Aventurou-se na política, lançou-se à candidatura ao governo do Estado de São Paulo em 1986, ficando em segundo lugar. Pela intensa atividade social e pela trajetória empresarial ascendente, o empresário é um dos ícones e referência mundial da classe empresarial. É autor de três peças de teatro, duas já lançadas: Brasil S.A., Acorda Brasil e S.O.S Brasil.
7. Marcel Herman Telles
Ranking Geral/Forbes: 285
Fortuna: US$ 2.4 Bilhões
Em parceiria com outros brasileiros bilionários, Telles investiu e ajudou a tornar a AmBev a terceira maior empresa de cerveja do mundo antes de se juntar a Interbrew em 2004 formando a InBev. Telles comanda a InBev que está se expandindo e desenvolvendo em países como a China.
8. Moise Safra (foto: Joseph, à esq, e Moise Safra, à dir.)
Ranking Geral/Forbes: 318
Fortuna: US$ 2.1 Bilhões
Juntamente com seu irmão, Joseph Safra, controlam o sexto maior banco privado do País, o Safra.
Curiosidade: Graças a seu irmão, Joseph, os negócios da família vem acelerando, principalmente os internacionais, e muito além das fronteiras americanas. Estão no ramo das telecomunicações.
9. Carlos Alberto Sicupira
Ranking Geral/Forbes: 318
Fortuna: US$ 2.1 Bilhões
Participante do trio de investidores e banqueiros que criaram a AmBev, uma das maiores empresas de cerveja do mundo. Sicupira tem grande participação nas Lojas Americanas.
Curiosidade: Ele se diverte praticando caça submarina, que inclusive possui diversos recordes mundiais.
10. Abilio dos Santos Diniz
Ranking Geral/Forbes: 468
Fortuna: US$ 1.5 Bilhão
Assumiu o controle da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar) em 1991, quando a empresa estava à beira da bancarrota, com faturamento anual de R$ 1,7 bilhão e prejuízo de R$ 110 milhões. Diniz comandou a volta por cima, reconquistando a liderança do mercado que tivera na década de 1980. Também detém o controle acionário do Grupo Sendas, a maior rede de supermercados do Rio de Janeiro.
Curiosidade: Provavelmente próximo ranking deve subir um pouco mais, afinal, o Grupo Pão de Açúcar fechou a compra da rede Ponto Frio em 7 de junho de 2009 e tornou-se líder no varejo brasileiro, com cerca de R$ 26 bilhões de faturamento. A participação dos controladores do Ponto Frio foi adquirida por R$ 824,5 milhões.
11. Guilherme Peirao Leal
Ranking Geral/Forbes: 601
Fortuna: US$ 1.2 Bilhão
É Presidente Executivo, um dos fundadores, e membro do Conselho de Administração da Natura Cosméticos, empresa brasileira com mais de 3 mil funcionários, faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, operando no Brasil, Bolívia, Chile, Argentina e Peru.
12. Julio Bozano
Ranking Geral/Forbes: 647
Fortuna: US$ 1.1 Bilhão
Começou com uma pequena distribuidora de valores, nos anos 1960, em sociedade com o ex-ministro Mário Henrique Simonsen. Com a venda do Banco Bozano, em 2000, para o Santander, afastou-se da linha de frente dos negócios no Brasil. É um dos principais sócios privados da Embraer.
Curiosidade: nos últimos anos, tudo o que o executivo tem feito é vender, vender e vender, transformando patrimônio em dinheiro e organizando a herança enquanto ele faz o que mais gosta: colecionar arte e cuidar de seus cavalos em seu bélissimo haras em Bagé e aproveitar a vida ao lado da família. Bozano é um grande entusiasta do turfe nacional sendo o proprietário do maior haras de criação de cavalos de corrida do Brasil, o Haras Santa Maria de Araras.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Que venha 2014!!!

Há muitos que criticam a realização de uma Copa no Mundo dentro de seu próprio país alegando gigantescos gastos para adaptação às rígidas exigências feitas pelo órgão máximo do esporte, a FIFA, enquanto milhões de pessoas vivem abaixo da pobreza precisando de assistência.
São inegáveis os altos gastos principalmente no Brasil em que foram selecionadas 12 cidades para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014. É evidente que até o presente momento não existem valores exatos para suportar tal evento, mas previsões sinalizam para algo entre os R$ 60 a R$ 100 bilhões de reais.
Tais valores animam principalmente a construção civil que promete ser o grande motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. E não para por aí, a maioria dos investimentos são para uso e fruto da população do próprio país. Os investimentos abrangem as mais diversas áreas, entre elas: Transportes (expansão da rede metroviária; estacionamentos; novos corredores de ônibus; ampliação de aeroportos; trem bala) Telecomunicação (ampliação e melhora da qualidade dos serviços) Energia (reforço das redes de distribuição de energia e garantia de fornecimento nos horários de pico) Hotelaria (expansão para atender à demanda de aproximadamente 500 mil turistas) Infra-Estrutura (reforma e construção de estádios, com estacionamentos amplos, evitando congestionamento nos mesmos).
A expectativa é de que até 2014 a Copa impulsione o Produto Interno Bruto (PIB) do país de forma considerável, afinal, a cada um bilhão gasto estima-se a criação de 58 mil empregos diretos e indiretos; além de que a previsão acredita que a rede hoteleira lucrará R$ 218 reais/dia por cada turista (aguarda-se 500 mil turistas) e não seria justo esquecer o fabuloso projeto de ação social comandado entre a FIFA e o país sediador da competição construindo centros avançados com escolas, escolas esportivas, assistência social entre outros serviços prestados para os menos favorecidos, que funcionaram para o resto da vida.
Certamente uma Copa do Mundo exige muito, tanto em planejamento quanto em gastos, porém o retorno é notável seja social ou lucrativo, seja capitalista ou beneficente e afinal de contas estaremos todos ligados pela conquista do hexa ou hepta campeonato mundial.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

CLT nossa de cada dia

O novo Superintendente de Relações do Trabalho em São Paulo, José Roberto de Melo, tomou posse este mês e foi indicado pelo Deputado Federal, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, ao ministro do trabalho Carlos Lupi.
José Roberto de Melo, ex-diretor de Recursos Humanos de várias multinacionais durante 40 anos, diz que é preciso reformar a legislação trabalhista. Segundo Melo, que já defendeu a tese de que a CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho) deveria ser jogada no lixo, hoje aposta em sua modernização.
Note-se que mais uma vez o governo almeja espetar a já tão furada CLT. É uma leizinha aqui, uma emendinha ali e quando ver tudo que nossos antecessores e muitos de nós mesmo lutamos para conseguir estará perdido.
Os sindicatos que deveriam ser os responsáveis pela luta em favor dos trabalhadores hoje é dominada por “homens” do governo e como exemplo a pouco citamos o Deputado Federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) que também é presidente da Força Sindical e entre muitos outros infiltrados entre os muitos sindicatos.
Do que adiantaria sindicatos terem representatividade dentro das empresas se aqueles atuam em favor destes.
Os trabalhadores devem ser a favor de uma reforma trabalhista, mas de uma forma justa. Uma nova CLT com participação igualitária entre agentes do governo e trabalhadores capacitados a representar o povo, uma vez que os escolhidos para tal função não conseguem um bom “desempenho”, desta forma sim o trabalhador não seria tão lesado como de vez em quando é.

Uma nova CLT sem a participação do verdadeiro povo faria a população implorar por emprego, quando desempregado, e suportar a própria crucificação de mãos atadas e pés descalços dentro das empresas.